sexta-feira, 23 de julho de 2010
JESUS E O ESPIRITISMO KARDECISTA
Espiritismo kardecista e Espiritismo Cristão são a mesma coisa. Difícil mesmo é encontrarmos, nesse sincretismo proposto, algo que possa conciliar Cristianismo e Espiritismo.
Surpreende qualquer um o fato de não haver Allan Kardec feito qualquer menção à ressurreição de Jesus, no seu livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Ora, a ressurreição de Jesus é doutrina fundamental do Cristianismo. Se Ele não tivesse ressurgido dos mortos, então não seria o Messias prometido, e suas palavras não teriam nenhum sentido. Também no Livro dos Espíritos os “espíritos” nada dizem a respeito desse assunto importantíssimo para a comunidade cristã.
Ao contrário, o codificador da doutrina espírita manifesta sua incredulidade quanto à possibilidade de um corpo morto voltar à vida, quando declara que ...”a ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos” (E.S.E. cap. IV, item 4). Com essas palavras o Espiritismo descarta a possibilidade da ressurreição de Jesus.
O Espiritismo Cristão ou Kardecista deveria aceitar como verdadeiras, por óbvias razões, todas as palavras de Jesus. Quem afirmou isso foi o próprio Kardec ao dizer que Jesus foi a Segunda Revelação de Deus; que Jesus foi um Espírito Puro, que veio à terra com a missão divina de ensinar aos homens. Tais virtudes e títulos colocam Jesus numa condição de insuspeito em tudo aquilo que nos revelou. Então, vejamos o que Jesus e os evangelistas disseram sobre o assunto:
“Mas, depois de eu ressuscitar, irei adiante de vós para a Galiléia” (Palavras de Jesus, Mt 26.32).
“Desde então, começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia” (Palavras do evangelista, Mt 16.21).
“E o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem, e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará” (Palavras de Jesus, Mt 20.19).
“Derribai este templo, e em três dias o levantarei” (Jesus, Jo 2.19).
“Quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso” (Evangelista, Jo 2.22).
“Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia. Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos: (Mt 28.6-7).
Além desses registros, dentre outros, que comprovam a predição e o cumprimento da ressurreição de Jesus, outras passagens mostram que Ele falou sobre uma futura ressurreição: “Os que fizeram o bem sairão [dos sepulcros] para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (Jo 5.28-29; 6.39-40, 44,54). A Ressurreição coletiva ensinada por Jesus é detalhada por Paulo em 1 Tessalonicenses 4.16: “Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro”(v.1Co 15.23); e em Apocalipse 20.4-5, 12-13, que corroboram o ensino da ressurreição coletiva, no Juízo. Tais afirmações são sintetizadas em Hebreus 9.27: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação”.
No livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo VI-5, Kardec registrou a palavra de um “espírito”, que diz ser Jesus, nos seguintes termos: “Venho, como outrora aos transviados filhos de Israel, trazer-vos a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como o fez antigamente a minha palavra, tem de lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinem as plantas e se levantem as ondas. Revelei a doutrina divinal... Mas, ingratos, os homens afastaram-se do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana; quer que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, isto é, mortos segundo a carne, porquanto não existe a morte, vos socorrais mutuamente, e que se faça ouvir não mais a voz dos profetas e dos apóstolos, mas a dos que já não vivem na Terra, a clamar: Orai e crede! Pois que A MORTE É A RESSURREIÇÃO, sendo a vida a prova buscada e durante a qual as virtudes que houverdes cultivado crescerão e se desenvolverão como o cedro... Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: (O Espírito de Verdade – Paris, 1860)”.
Esse “Jesus” do Espiritismo trouxe uma palavra um tanto diferente do Jesus bíblico.
Vejamos:
a) Jesus disse que viria com todos os santos anjos para julgar. Os condenados seriam enviados para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.31,32,41). O “Jesus” de Kardec disse que “meu Pai não quer aniquilar a raça humana”. É claro. Deus não deseja a condenação de ninguém, mas fará justiça segundo a Sua palavra.
b) Jesus nos ensinou na história do rico e Lázaro que os mortos não podem ajudar os vivos (Lc 19.19-31). O “Jesus” de Kardec exorta mortos e vivos a uma mútua ajuda.
c) O “Jesus” de Kardec conclama a todos para não mais ouvirem a voz dos profetas e dos apóstolos, e sim a voz dos mortos. O Jesus bíblico, pela história de rico e Lázaro, ensina que devemos ouvir Moisés e os profetas, ou seja, a Palavra (Lc 16.29). Já ressurreto, recomendou que o Seu evangelho fosse pregado em todo o mundo (Mt 24.14).
d) O “Jesus” de Kardec declara que a morte é a ressurreição, tentando com isso afirmar que “com a morte do corpo, o Espírito liberta-se para o plano espiritual”, o que significaria uma ressurreição. Jesus bíblico afirmou que a verdadeira ressurreição dar-se-á num momento futuro, e não logo após a morte: “Pois vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua [a de Jesus] voz e sairão” (Jo 5.28). Aqui Jesus fala de ressurreição corporal, idêntica à dEle. Ressurreição não é, como entende os espíritas, a libertação do espírito. Assim fosse, cada um teria sua ressurreição individual. Jesus afirmou que haverá um dia determinado para a ressurreição (Jo 5.25; 6.44,54; 1 Ts 4.16-17).
e) O “Jesus” de Kardec falou de dois mandamentos: (a) Os espíritas deverão amar uns aos outros; e (b) todos devem adquirir conhecimento. O Jesus bíblico citou mandamentos diferentes: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento; amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.37-40).f) O “Jesus” de Kardec disse que o caminho que conduz ao reino de Deus é “reto e largo”. O Jesus da Bíblia disse que “estreita é a porta e apertado o caminho que conduz para a vida” (Mt 7.14). É evidente que o caminho indicado pelo Espiritismo é largo, folgado, sem dificuldades: sem pecado, sem inferno, sem juízo final, sem necessidade de perdão, todos atingirão a plenitude, o clímax, a perfeição, mediante sucessivas reencarnações.
Os kardecistas, no afã de buscarem na Bíblia passagens que legitimem a crença reencarnacionista, citam Primeira aos Coríntios 15.50: “E agora digo isto, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus...”. Com isso, tentam convencer que não pode haver ressurreição corporal. Acontece que fecham a Bíblia muito cedo e não lêem o versículo seguinte em que Paulo diz que “todos seremos transformados”. E tudo isso é um mistério como bem diz o autor da epístola. Mas a Bíblia permite-nos avançar um pouco.
A ressurreição é do corpo. Espírito não ressuscita porque tem vida eterna. Ressurgir significa tornar a surgir. Não se pode empregar este termo com relação aos espíritos humanos, que não morrem. Retornando ao mistério, os mortos em Cristo ressucitarão porém num corpo transformado; um corpo glorioso, poderoso, espiritual, adequado às regiões celestiais. O corpo será o mesmo que desceu à terra, porém revestido de incorruptibilidade, de imortalidade. Daí haver Paulo dito: “os mortos ressuscitarão incorruptíveis” (1 Co15.52). São os mortos que ressuscitarão, e não os espíritos. A ressurreição dos crentes será a grande vitória sobre a morte. Assim como Cristo venceu a morte, nós, com Ele, venceremos (1 Co 15.54; Hb 22.14).
Quando a Bíblia fala em ressurreição dos mortos está se referindo à ressurreição corporal destes. Vejam: “Assim também será a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor” (1 Co 15.42-43). Mais uma vez temos aqui a evidência da transformação “dos corpos”.
Com relação ao aparecimento corporal de Jesus pós-ressurreição, o Espiritismo atribui o evento à ectoplasmia, ou seja, a capacidade que tem o espírito de materializar-se; e citam como prova Mateus 27.52-53. Nada mais fantasioso do que esse argumento. A passagem apresentada como prova é um prenúncio da ressurreição coletiva dos crentes, quando da vinda de Jesus. Lê-se, ali, que os mortos saíram dos sepulcros logo após a ressurreição de Jesus. Se considerada a hipótese de materializações ou de perispíritos, não haveria necessidade de os corpos reviverem, porque as materializações se processariam independentes do corpo morto.
Outra dificuldade do Espiritismo Cristão ou Kardecista é quanto ao desaparecimento do corpo de Jesus. Onde está Seu corpo? O sepulcro onde O puseram estava fortemente guardado, segundo a Escritura do Novo Testamento (Mt 27.64-66). A ninguém interessava roubar o corpo de Jesus; nem aos seus discípulos, fracos, perseguidos e desanimados; nem aos seus inimigos, temerosos de que o corpo desaparecesse (Mt 27.64).
Entenda-se que a redenção em Jesus não se limita ao espírito recriado. Deus deseja que seu plano de redenção alcance todo o homem, assim compreendido corpo, alma, espírito. Vejam: “E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo Espírito que em nós habita” (Rm 8.11); ...”e também nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23).A trasladação de Enoque (Gn 5.24; Hb 11.5) e Elias (2 Rs 2.11) confirma a possibilidade da ressurreição corporal.
O mais sensato, porque verdadeiro, é admitirmos que Jesus ressuscitou corporalmente, apareceu a centenas de pessoas, e virá em glória, segunda vez, para arrebatar a sua Igreja. Nesta ocasião, haverá uma ressurreição coletiva dos santos, segundo a Escritura (1 Ts 4.16-17). No final dos tempos, após o Seu reinado de mil anos, os ímpios também ressuscitarão, coletivamente, para receberem a condenação eterna (Ap 20.5).
quinta-feira, 15 de julho de 2010
A importância da Igreja
A igreja é o povo chamado do mundo para ser propriedade exclusiva de Deus. É o povo separado do pecado para viver em santidade, tirado das trevas para ser luz entre os povos. A igreja é o templo da habitação de Deus, a noiva do Cordeiro, a coluna e baluarte da verdade. A igreja de Deus transcende a qualquer denominação, cultura ou fronteira geográfica. Ela é composta de todos aqueles que foram salvos em Cristo, em todos os lugares, em todos os tempos, dentre todos os povos. Não há salvação fora dessa igreja. Por isso, falamos da igreja visível e da igreja invisível. A visível é composta de pessoas convertidas e não convertidas. Na igreja visível há trigo e joio. Mas, na igreja invisível só estão arrolados aqueles que foram lavados no sangue do Cordeiro, cujos nomes estão escritos no livro da vida.
Há várias figuras sobre a igreja nas Escrituras. Queremos, aqui, à luz de ICoríntios 3.1-17, destacar três dessas importantes figuras:
1. A igreja é uma família (ICo 3.1-5) - A igreja é uma família, composta de crianças espirituais e também de pessoas adultas na fé. Aqueles que nascem de novo precisam crescer rumo à maturidade, até chegarem à plenitude da estatura de Cristo. O propósito dessa família é atingir a maturidade espiritual. E o instrumento que leva essa família ao amadurecimento na fé é a Palavra de Deus. A Palavra de Deus é vista como alimento, leite para as crianças e alimento sólido para os adultos. O apóstolo Paulo diz que onde há ciúmes e contendas há evidência de imaturidade espiritual (ICo 3.3). Onde há partidos e grupos há sinais claros de meninice espiritual (ICo 3.4). Onde há culto à personalidade não pode existir maturidade na fé (1Co 3.5). A igreja de Corinto estava dividida em vários grupos (ICo 1.10-13). Havia naquela igreja disputa entre esses grupos e até ciúmes entre os irmãos. Paulo diz que essas atitudes revelavam carnalidade e infantilidade espiritual (ICo 3.1-3). A igreja precisa ser uma família unida, com uma só mente, uma só alma, um só propósito. A família precisa crescer rumo à maturidade!
2. A igreja é uma lavoura (ICo 3.6-9a) - Paulo passa da metáfora da família para a figura da lavoura. A igreja é a lavoura de Deus, o campo de semeadura de Deus e o alvo da lavoura é a quantidade. Para alcançar esse propósito a Palavra de Deus é a semente. No processo do crescimento da lavoura três atividades são necessárias: o plantio, o cuidado e o crescimento. Paulo diz: "Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus" (ICo 3.6). Uma verdade bendita salta aos olhos aqui: a interação entre a ação humana e a divina. Paulo planta, Apolo rega e Deus dá o crescimento. Não há crescimento de uma lavoura que não foi plantada. Não basta plantar, é preciso regar. O trabalho humano, porém, embora vital, não pode por si mesmo produzir o crescimento da igreja. Essa é uma ação exclusiva de Deus. Só ele pode acrescentar à igreja os que são salvos.
3. A igreja é um santuário (ICo 3.9b-17) - Paulo depois de falar da igreja como uma família e uma lavoura, passa a falar dela como um santuário. Se o propósito da família é a maturidade e o alvo da lavoura é a quantidade, o propósito do santuário é a qualidade. O instrumento para edificar esse santuário é também a Palavra. Numa superposição de imagens, somos tanto os edificadores desse santuário (ICo 3.10) como o próprio santuário (ICo 3.16,17). Esse santuário tem um fundamento que não pode ser mudado. O fundamento é Cristo (ICo 3.11). Esse santuário precisa ser construído com material nobre e imperecível (ICo 3.12). Esse santuário, que somos nós, povo remido pelo sangue de Cristo, é a própria morada de Deus (ICo 3.16), e, por isso quem destruir esse santuário, que é sagrado, será destruído pelo próprio Senhor (ICo 3.17). Somos a família de Deus, a lavoura de Deus e o santuário de Deus. Que sejamos maduros na fé, frutificando em toda a boa obra, buscando fazer tudo com excelência para a glória de Deus.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
VOCÊ ACREDITA NO POLVO PROFETA ?
Os profetas foram homens escolhidos por Deus, para serem canais da manifestação de sua vontade ao povo israelita. Instrumento poderosamente usado e através destes, a glória do Senhor por diversas vezes foi manifestada.
Ao contrário do que pregam muitas igreja, a Bíblia não determina o fim deste ofício em João Batista, na verdade, afirma que nos dias finais os veríamos, em plena atividade. Eu particularmente, glorifico o nome do Senhor, pois, através destes profetas, Ele tem falado aos meus ouvidos e honrado-me com Seu grande amor.
A seguir, transcrevo da Bíblia inúmeros textos que abordam o tema. Leia-os e medite.
1- Os Profetas:
a) Levantados por Deus. Am 2.11
b) Ordenado. 1Sm 3.20; Jr 1.5
c) Enviados. 2Cr 36.15; Jr 7.25
d) Enviados por Jesus. Mt 23.34
e) Cheios do Espírito Santo. Lc 1.67
f) Guiados pelo Espírito Santo. 2Pe 1.21
g) Falam pelo Espírito Santo. At 1.16; 11.28; 28.25
h) Falam em nome do Senhor 2Cr 33.18; Tg 5.10
i) Falam com autoridade 1 Rs 17.1
j) Deus fala por meio deles Os 12.10; Hb 1.1
k) Mensageiros de Deus 2Cr 36.15; Is 44.26
l) Servos Jr 35.15
m) Houve algumas profetisas Jl 2.28
2- Chamados de:
a) Homem de Deus 1Sm 9.6
b) Profeta de Deus Ed 5.2
c) Santos Lc 1.70; Ap 18.20; 22.6; 2Pe 1.21; 2Rs 4.9
d) Videntes 1Sm 9.9
3- Ouvem o Senhor:
a) Seus segredos Am 3.7
b) Em diversas ocasiões Hb 1.1
c) Voz audível Nm 12.8; 1Sm 3.4-14
d) Por meio de anjos Dn 8.15-26; Ap 22.8,9
e) Em sonhos e visões Nm 12.6; Jl 2.28
f) Sob controle do Espírito Santo Lc 1.67; 2Pe 1.21
g) Fala em nome do Senhor 2Cr 33.18; Ez 3.11; Tg 5.10
h) Serviam de Sinais ao povo Is 20.2-4; Jr 19.1,10,11; 27.2,3; 43.9; 51.63;
Ez 4.1-13; 5.1-4; 7.23; 12.3-7; 21.6,7; 24.1-14; Os 1.2-9
4- Devem ser:
a) Ousados e inflexíveis Ez 2.6; 3.8,9
b) Vigilantes e fiéis Ez 3.17-21
c) Atentos às palavras recebidas Ez 3.10
d) Fieis, transmitir apenas o recebido Dt 18.20
e) Obedientes na transmissão da palavra Jr 26.2
f) Escreviam e narravam as mensagens recebidas 2Cr 21.12; Jr 36.2; Lc 4.17; At 13.15
5- Suas Predições eram:
a) Anunciadas na porta da casa do Senhor Jr 7.2
b) Proclamadas nas cidades e ruas Jr 11.6
c) Escritas e fixadas em lugares públicos Hc 2.2
d) Escritas em rolos Is 8.1; Jr 36.2
e) Todas cumpridas 2Rs 10.10; Is 44.26; At 3.18; Ap 10.7
f) Orientavam os judeus Ed 5.2
6- Os Judeus:
a) Ordenados a ouvi-los e crer Dt 18.15 com 2Cr 20.20
b) Perseguiam-nos 2Cr 36.16; Mt 5.12
c) Aprisionavam-nos 1Rs 22.27; Jr 32.2; 37.15,16
d) Matavam-nos 1Rs 18.13; 19.10; Mt 23.34-37
7- Outros ensinamentos:
a) Poderosos por meio da fé Hb 11.32-40
b) Pacientes em meio ao sofrimento Tg 5.10
c) Eram vingados por Deus 2Rs 9.7; 1Cr 16.21,22; Mt 23.35-38; Lc 11.50
d) Cristo nomeado de antemão Dt 18.15 com At 3.22
e) Cristo foi profeta Mt cap 24; Mc 10.32-34
8- Profetas na Igreja - Novo Testamento:
At 13.1; 1Co 12.28; 14.29; Ef 4.11
a) Zacarias Lc 1.67
b) Ana Lc 2.36
c)Agabo At 11.28; 21.20
d) Filhas de Filipe At 21.9
e) Paulo 1Tm 4.1
f) Pedro 2Pe 2.1,2
g) João Ap 1.1
a) Arão Ex 7.1
b) Abraão Gn 20.7
c) Ágabo At 21.10
d) Ageu Ed 5.1
e) Aias 1Rs 11.29
f) Amós Am 1.1
g) Ananias Jr 28.17
h) Balaão Nm 22.5
i) Daniel Mt 24.15
j) Davi Mt 13.35
k) Eldade Nm 11.26
l) Elias 1Rs 18.36
m) Eliseu 1Rs 19.16
n) Ezequiel Ez 1.3
o) Gade 1Sm 22.5
p) Habacuque Hc 1.1
q) Ido 2Cr 13.22
r) Isaías 2Rs 19.2
s) Jeú 1Rs 16.7
t) Jeremias Jr 1.5
u) João Batista Lc 7.28
v) Joel Jl 1.1
w) Jonas 2Rs 14.25
x) Josué 1Rs 16.34
y) Malaquias Ml 1.1
z) Medade Nm 11.26
aa) Micaias Jr 26.18
ab) Miquéias Jr 26.18
ac) Moisés Dt 34.10
ad) Natã 2Sm 7.2
ae) Naum Na 1.1
af) Obadias Ob 1
ag) Odede 2Cr 28.9
ah) Oséias Os 1.1
ai) Samuel 1Sm 3.20
aj) Semaias 2Cr 12.5
ak) Sofonias Sf 1.1
al) Zacarias Lc 1.67
am) Zacarias Zc 1.1
quarta-feira, 23 de junho de 2010
FESTAS JUNINAS !
Depois do Carnaval, o evento mais esperado do calendário brasileiro são as festas juninas,que animam todo o mês de junho com muita música caipira, quadrilhas, comidas e bebidas típicas em homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro.
Naturalmente as festas juninas fazem parte das manifestações populares mais praticadas no Brasil.
Seria as festas juninas folclore ou religião? Até onde podemos distinguir entre ambos? Neste estudo não pretendemos atacar a religião católica, já que todos podem professar a religião que bem desejarem, o que também é um direito constitucional. mas tão somente confrontar tais práticas com o que diz a Bíblia.
Herança Portuguesa
A palavra folclore é formada dos termos ingleses folk (gente) e lore (sabedoria popular ou tradição) e significa “o conjunto das tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções; ou estudo e conhecimento das tradições de um povo, expressas em suas lendas, crenças, canções e costumes.
Como é do conhecimento geral, fomos descobertos pelos portugueses, povo de crença reconhecidamente católica. Suas tradições religiosas foram por nós herdadas e facilmente se incorporaram em nossas terras, conservando seu aspecto folclórico. Sob essa base é que instituições educacionais promovem, em nome do ensino, as festividades juninas, expressão que carrega consigo muito mais do que uma simples relação entre a festa e o mês de sua realização.
Entretanto, convém salientar a coerente distancia existente as finalidades educacionais e as religiosas.
é bom lembrar também que nessa época as escolas, "em nome da cultura", incentivam tais festas por meio de trabalhos escolares, etc... A criança que não tem como se defender aceita, pois se sente na obrigação de respeitar a professora que lhe impõe estes trabalhos (sobre festa Junina), e em alguns casos é até mesmo ameaçada com notas baixas, porquê a professora, na maioria das vezes, é devota de algum santo, simpatizante ou praticante da religião Católica, que é a maior divulgadora desta festa. Neste momento quando se mistura folclore e religião, a criança -inocente por natureza - rapidamente se envolve com as músicas, brincadeiras, comidas e doces. Aliás, não existiria esta festa não fosse a religião. Inclusive existe a competição entre clubes, famílias ou grupos para realizarem a maior ou a melhor festa junina da rua, do bairro, da fazenda, sítio, etc...
Além disso, não podemos nos esquecer de que o teor de tais festas oscila de região para região do país, especialmente no norte e no nordeste, onde o misticismo católico é mais acentuado.
As mais tradicionais festas juninas do Brasil acontecem em Campina Grande (Paraíba) e Caruaru (Pernambuco).
O espaço onde se reúnem todos os festejos do período são chamado de arraial. Geralmente é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro. Nos arraiás acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos caipiras.
Uma Suposta Origem das Festividades
Para as crianças católicas, a explicação para tais festividades é tirada da Bíblia com acréscimos mitológicos. Os católicos descrevem o seguinte:
“Nossa Senhora e Santa Isabel eram muito amigas. Por esse motivo, costumavam visitar-se com freqüência, afinal de contas amigos de verdade costumam conversar bastante. Um dia, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora para contar uma novidade: estava esperando um bebê ao qual daria o nome de João Batista. Ela estava muito feliz por isso! Mas naquele tempo, sem muitas opções de comunicação, Nossa Senhora queria saber de que forma seria informada sobre o nascimento do pequeno João Batista. Não havia correio, telefone, muito menos Intemet. Assim, Santa Isabel combinou que acenderia uma fogueira bem grande que pudesse ser vista à distância. Combinou com Nossa Senhora que mandaria erguer um grande mastro com uma boneca sobre ele. O tempo passou e, do jeitinho que combinaram, Santa Isabel fez. Lá de longe Nossa Senhora avistou o sinal de fumaça, logo depois viu a fogueira. Ela sorriu e compreendeu a mensagem. Foi visitar a amiga e a encontrou com um belo bebê nos braços, era dia 24 de junho. Começou, então, a ser festejado São João com mastro, fogueira e outras coisas bonitas, como foguetes, danças e muito mais!”.
Como podemos ver, a forma como é descrita a origem das festas juninas é extremamente pueril, justamente para que alcance as crianças.
As comemorações do dia de São João Batista, realizadas em 24 de junho, deram origem ao ciclo festivo conhecido como festas juninas. Cada dia do ano é dedicado a um dos santos canonizados pela Igreja Católica. Como o número de santos é maior do que o número de dias do ano, criou-se então o dia de “Todos os Santos”, comemorado em 1 de novembro. Mas alguns santos são mais reverenciados do que outros. Assim, no mês de junho são celebrados, ao lado de São João Batista, dois outros santos: Santo Antônio, cujas festividades acontecem no dia 13, e São Pedro, no dia 28.
Plágio do Paganismo
Na Europa antiga, bem antes do descobrimento do Brasil, já aconteciam festas populares durante o solstício de verão (ápice da estação), as quais marcavam o início da colheita. Dos dias 21 a 24, diversos povos , como celtas, bascos, egípcios e sumérios, faziam rituais de invocação da fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, prover a fartura nas colheitas e trazer chuvas. Nelas, ofereciam-se comidas, bebidas e animais aos vários deuses em que o povo acreditava. As pessoas dançavam e faziam fogueiras para espantar os maus espíritos. Por exemplo: as cerimônias realizadas em Cumberland, na Escócia e na Irlanda, na véspera de São João, consistiam em oferecer bolos ao sol, e algumas vezes em passar crianças pela fumaça de fogueiras.
As origens dessa comemoração também remontam à antiguidade, quando se prestava culto à deusa Juno da mitologia romana. Os festejos em homenagem a essa deusa eram denominados “junônias”. Daí temos uma das procedências do atual nome “festas juninas”.
Tais celebrações coincidiam com as festas em que a Igreja Católica comemorava a data do nascimento de São João, um anunciado da vinda de Cristo. O catolicismo não conseguiu impedir sua realização. Por isso, as comemorações não foram extintas e, sim, adaptadas para o calendário cristão. Como o catolicismo ganhava cada vez mais adeptos, nesses festejos acabou se homenageando também São João. É por isso que no inicio as festas eram chamadas de Joaninas e os primeiros paises a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal.
Os jesuítas portugueses trouxeram os festejos joaninos para o Brasil. As festas de Santo Antonio e de São Pedro só começaram a ser comemoradas mais tarde, mas como também aconteciam em junho passaram a ser chamadas de festas juninas. O curioso é que antes da chegada dos colonizadores, os índios realizavam festejos relacionados à agricultura no mesmo período. Os rituais tinham canto, dança e comida. Deve-se lembrar que a religião dos índios era o animismo politeísta (adoravam vários elementos da natureza como deuses).
As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603 e foram registradas pelo frade Vicente do Salvador, que se referiu aos nativos que aqui estavam da seguinte forma: “os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque são muito amigos de novidade, como no dia de São João Batista, por causa das fogueiras e capelas”.
Sincretismo Religioso
Religiões de várias regiões do Brasil, principalmente na Bahia, aproveitam-se desse período de festas juninas para manifestar sua fé junto com as comemorações católica. O Candomblé, por exemplo, ao homenagear os orixás de de sua linha, mistura suas práticas com o ritual católico. Assim, durante o mês de junho, as festas romanas ganham um cunho profano com muito samba de roda e barracas padronizadas que servem bebidas e comidas variadas. Paralelamente as bandas de axé music se espalham pelas ruas das cidades baianas durante os festejos juninos.
Um fator fundamental na formação do sincretismo é que, de acordo com as tradições africanas, divindades conhecidas como orixás governavam determinadas partes do mundo. No catolicismo popular, os santos também tinham esse poder. “Iansã protege contra raios e relâmpagos e Santa Bárbara protege contra raios e tempestades. Como as duas trabalham com raios, houve o cruzamento. Cultuados nas duas mais populares religiões afro-brasileiros – a umbanda e o candomblé – cada orixá corresponde a um santo católico. Ocorrem variações regionais. Um exemplo é Oxóssi, que é sincretizado na Bahia com São Jorge mas no Rio de Janeiro representa São Sebastião. Lá, devido ao candomblé, o Santo Antônio das festas juninas é confundido com Ogun, santo guerreiro da cultura afro-brasileira.
Superstições
1- A Puxada do Mastro
Puxada do mastro é a cerimônia de levantamento do mastro de São João, com banda e foguetório. Além da bandeira de São João, o mastro pode ter as de Santo Antonio e São Pedro, muitas vezes com frutas, fitas de papel e flores penduradas. O ritual tem origem em cultos pagãos, comemorativos da fertilidade da terra, que eram realizados no solstício de verão, na Europa.
Acredita-se que se a bandeira vira para o lado da casa do anfitrião da festa no momento em que é içada, isto é sinal de boa sorte. O contrario indica desgraça. E caso aponte em direção a uma pessoa essa será abençoada.
2- As Fogueiras
Sobre as fogueiras há duas explicações para o seu uso. Os pagãos acreditavam que elas espantavam os maus espíritos. Já os católicos acreditavam que era sinal de bom presságio. Conta uma lenda católica que Isabel prima de Maria, na noite do nascimento de João Batista , ascendeu uma fogueira para avisar a novidade à prima Maria, mãe de Jesus. Por isso a tradição é acendê-las na hora da Ave Maria (às 18h).
Você sabia ainda que cada uma das três festas exige um arranjo, diferente de fogueira? Pois é, na de Santo Antonio, as lenhas são atreladas em formato quadrangular; na de São Pedro, são em formato triangular e na de São João possui formato arredondado semelhante à pirâmide.
3- Os Fogos de Artifício
Já os fogos dizem alguns, eram utilizados na celebração para “despertar” São João e chamá-lo para as comemorações de seu aniversário. Na verdade os cultos pirolátricos são de origem portuguesa. Antigamente em Portugal, acreditava-se que o estrondo de bombas e rojões tinha como finalidade espantar o diabo e seus demônios na noite de São João.
4- Os Balões
A saciedade “Amigos do Balão” nasceu em 1998 para defender a presença do ‘balão junino’ nessas festividades. O padre jesuíta Bartolomeu de Gusmão e o inventor Alberto Santos são figuras ilustres entre os brasileiros por soltarem balões por ocasião das festas juninas de suas épocas, portanto podemos dizer que eles foram os precursores dessa prática.
Hoje, como sabemos, as autoridades seculares recomendam os devotos a abster-se de soltar balões pelos incêndios que podem provocar ao caírem em urna floresta, refinaria de petróleo, casas ou fábricas. Essa brincadeira virou crime em 1965, segundo o artigo 26 do Código Florestal. Também está no artigo 28 da lei das Contravenções penais, de 1941. O infrator pode ir para a cadeia. Não obstante, essa prática vem resistindo às proibições das autoridades. Geralmente, os balões trazem inscrições de louvores aos santos de devoção dos fiéis, como por exemplo, “VIVA SÃO JOÃO!! !“, ou a outro santo qualquer comemorado nessas épocas.
Todos os cultos das festas juninas estão relacionados com a sorte. Por isso os devotos acreditam que ao soltar balão e ele subir sem nenhum problema, os desejos serão atendidos, caso contrário (se o balão não alcançar as alturas) é um sinal de azar.
A tradição também diz que os balões levam os pedidos dos homens até São João. Mas tudo isso não passa de crendices populares.
OS SANTOS
Santo Antônio
Alguns dizem que o nome verdadeiro desse santo não é Antônio, mas Fernando de Bulhões, segundo estes, ele nasceu em Portugal em 15 de agosto de 1195 e faleceu em 13 de junho de 1231.
Outros porém, afirmam que Fernando de Bulhões foi a cidade onde nasceu. Aos 24 anos, já na Escola Monástica de Santa Cruz de Coimbra, foi ordenado sacerdote.
Dizem que era famoso por conhecer a Bíblia de cor. Ao tomar conhecimento de que quatro missionários foram mortos pelos serracenos, decidiu mudar-se para Marrocos. Ao retomar para Portugal, a embarcação que o trazia desviou-se da rota por causa de uma tempestade, e ele foi parar na Itália. Lá, foi nomeado pregador da Ordem Geral.
Depois de um encontro com os discípulos de Francisco de Assis, entrou para a ordem dos franciscanos e foi rebatizado de Antônio. Viveu tratando dos enfermos e ajudando a encontrar coisas perdidas. Dedicava-se ainda em arranjar maridos para as moças solteiras. Sua devoção foi introduzida no Brasil pelos padres franciscanos, que fizeram erigir em Olinda (PE) a primeira igreja dedicada a ele. Faz parte da tradição que as moças casadouras recorram a Santo Antônio, na véspera do dia 13 de junho, formulando promessas em troca do desejado matrimônio. Esse fato acabou curiosamente transformando 12 de junho no “Dia dos Namorados”.
A fama de casamenteiro surgiu mesmo depois de sua morte, no século XIV. Diz a lenda que uma moça pobre pediu ajuda a Santo Antonio e conseguiu o dote que precisava para poder casar. A história se espalhou e hoje é o santo que homens e mulheres recorrem quando o objetivo é encontrar sua metade.
No dia 13, multidões se dirigirem às igrejas pelo pão de Santo Antônio. Dizem que é bom carregar o santo na algibeira para receber proteção.
Uma outra curiosidade é que a imagem deste santo sempre aparece com o menino Jesus no colo. Você sabe por quê? Existem duas versões para isso: uma, diz que o menino representa o quanto ele era adorado pelas crianças; a outra, que ele era um pregador tão brilhante que dava vida aos ensinos da Bíblia. O menino seria a personificação da palavra de Deus.
É bastante comum entre as devotas de Santo Antônio colocá-lo de cabeça para baixo no sereno amarrado em um esteio. Ou então jogá-lo no fundo do poço até que o pedido seja satisfeito. Depois cantam:
“Meu Santo Antônio querido,
Meu santo de carne e osso,
Se tu não me deres marido,
Não te tiro do poço”.
As festas antoninas são urbanas, caseiras, domésticas, porque Santo Antônio é o santo dos nichos e das barraquinhas.
Na A Tribuna de 14 de junho de 1997, página A8, lemos: “O dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, foi lembrado.., com diversas missas e a distribuição de 10 mil pãezinhos. Milhares de fiéis compareceram às igrejas para fazer pedidos, agradecer as graças realizadas e levar os pães, que, segundo dizem os fiéis, simbolizam a fé e garantem fartura à mesa”. Ainda para Santo Antônio, cantam seus admiradores:
“São João a vinte e quatro,
São Pedro a vinte e nove,
Santo Antônio a treze,
Por ser o santo mais nobre”.
São João
A Igreja Católica o consagrou santo. Segundo essa igreja, João Batista nasceu em 29 de agosto, em 31 A.D., na Palestina, e morreu degolado por Herodes Antipas, a pedido de sua enteada Salomé (Mt 14.1-12). A Bíblia, em Lucas 1.5-25, relata que o nascimento de João Batista foi um milagre, visto que seus pais, Zacarias e Isabel, na ocasião, já eram bastante idosos para que pudessem conceber filhos.
Em sua festa, São João é comemorado com fogos de artifício, tiros, balões coloridos e banhos coletivos pela madrugada. Os devotos também usam bandeirolas coloridas e dançam. Erguem uma grande fogueira e assam batata-doce, mandioca, cebola-do-reino, milho verde, aipim etc. Entoam louvores e mais louvores ao santo.
As festas juninas são comemoradas de uma forma rural, sempre ao ar livre, em pátios e/ou grandes terrenos previamente preparados para a ocasião.
João Batista, biblicamente falando, foi o precursor de Jesus e veio para anunciar a chegada do Messias. Sua mensagem era muito severa, conforme registrado em Mateus 3.1-11. Quando chamaram sua atenção para o fato de que os discípulos de Jesus estavam batizando mais do que ele, isso não lhe despertou sentimentos de inveja (Jo 4.1), pelo contrário, João Batista se alegrou com a notícia e declarou que não era digno de desatar a correia das sandálias daquele que haveria de vir, referindo-se ao Salvador (Lc 3.16).
Se em vida João Batista recusou qualquer tipo de homenagem ou adoração, será que agora está aceitando essas festividades em seu nome, esse tipo de adoração à sua pessoa? Certamente que não!
São Pedro
É atribuída a São Pedro a fundação da Igreja Católica, que o considera o “príncipe dos apóstolos” e o primeiro papa. Por esse motivo, os fiéis católicos tributam a esse santo honrarias dignas de um deus. Para esses devotos, São Pedro é o chaveiro do céu. E para que alguém possa entrar lá é necessário que São Pedro abra as portas.
Uma das crendices populares sobre São Pedro (e olha que são muitas!) diz que quando chove e troveja é por que ele está arrastando os móveis do céu. Pode!
Na ocasião, ocorrem procissões marítimas em sua homenagem com grande queima de fogos. Para os pesca-dores, o dia de São Pedro é sagrado. Tanto é que eles não saem ao mar para pescaria. É ainda considerado o santo protetor das viúvas.
A brincadeira de subir no pau-de-sebo (uma árvore de origem chinesa) é a que mais se destaca nas festividades comemorativas a São Pedro. O objetivo para quem participa é alcançar os presentes colocados no topo.
Os sentimentos do apóstolo Pedro, eram extremamente diferentes do que se apregoa hoje, no dia 29. De acordo com sua forma de agir e pensar, conforme mencionado na Bíblia, temos razões para crer que ele jamais aceitada os tributos que hoje são dedicados à sua pessoa.
Quando Pedro, sob a autoridade do nome de Jesus, curou o coxo que jazia à porta Formosa do templo de Jerusalém e teve a atenção do povo voltada para ele como se por sua virtude pessoal tivesse realizado o milagre não titubeou, mas declarou com muita segurança sua dependência do Deus vivo e não quis receber nenhuma homenagem (cf. Atos 3:12-16 ; 10:25,26).
Os Evangélicos e as Festas Juninas
Diante de tudo isso, perguntamos: “Teria algum problema os evangélicos acompanharem seus filhos em uma dessas festas juninas realizadas nas escolas, quando as crianças, vestidas a caráter (de caipirinha), dançam quadrilha e se fartam dos pratos oferecidos nessas ocasiões: cachorro-quente, pipoca, milho verde etc?”. É óbvio que nenhum crente participa dessas festas com o objetivo de praticar a idolatria, pois tal procedimento, por si só, é condenado por Deus!
Quanto à essa questão, tão polêmica, é oportuno mencionar o comportamento de certas igrejas evangélicas, com a alegação de estarem propagando o evangelho durante o Carnaval, dedicam-se a um tipo duvidoso de evangelização nessa época do ano. Fazem de tudo, inclusive usam blocos carnavalescos com nomes bíblicos. Não devemos nos esquecer, no entanto, de que as estratégias evangelísticas devem ocorrer o ano todo, e não apenas em determinadas ocasiões, O mesmo acaba acontecendo no período das festas juninas. Ultimamente, surgiram determinadas igrejas evangélicas que, a fim de levantar fundo para os necessitados e distribuir cestas básicas aos pobres, estão armando barracas junto com os católicos em locais em que as festas juninas são promovidas por órgãos públicos. Os produtos que vendem, diga-se de passagem, são característicos das festividades juninas. Os “cristãos” que ficam nas barracas vestem-se a caráter e pensam que, dessa forma, estão procedendo biblicamente.
E o que dizer das igrejas que promovem festas juninas em suas próprias dependências com a alegação de arrecadarem fundos? As festas juninas têm um caráter religioso que desagrada a Deus. Nestas festas ocorrem rezas, canções e missas; as comidas e doces são oferecidos a estes santos -claro que os que comem não são os santos, mas os que participam dela. Este procedimento de "oferecer comida aos santos" é muito parecido aos despachos espíritas nos cemitérios e encruzilhadas; talvez a diferença seja o local da "festa". Então, como separar o folclore da religião se ambas estão intrinsecamente ligadas? O povo de Israel abraçou os costumes das nações pagãs e foi criticado pelos profetas de Deus. A vida de Elias é um exemplo específico do que estamos falando. Ele desafiou o povo de Israel a escolher entre Jeová Deus e Baal. O profeta pôs o povo à prova: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o”(lRs 18.21). É claro que o contexto histórico do texto bíblico em pauta é outro, mas, como observadores e seguidores da Palavra de Deus, devemos tomar muito cuidado para não nos envolvermos com práticas herdadas do paganismo. Pois é muito arriscada a mistura de costumes religiosos, impróprios à luz da Bíblia, adotada por alguns evangélicos. É preciso que os líderes e pastores aprofundem a questão, analisem a realidade cultural do local em que desenvolvem certas atividades evangelísticas e ministério e orientem os membros de suas respectivas comunidades para que criem e ensinem os filhos nos preceitos recomendados pela Palavra de Deus. O simples fato de proibirem as crianças de participar dessas comemorações na escola em que estudam não resolve o problema, antes, acaba agravando a situação.
O que diz a Bíblia
Para muitos cristãos, pode parecer que a participação deles nessas festividades juninas não tenha nenhum mal, e que a Bíblia não se posiciona a respeito. O apóstolo Paulo, no entanto, declara em I Coríntios 10.11 que as coisas que nos foram escritas no passado nos foram escritas para advertência nossa. Vejamos o que ele disse: “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”.
O que nos mostra a história do povo de Israel em sua caminhada do Egito para Canaã? Quando os israelitas acamparam junto ao Monte Sinai. Moisés subiu ao monte para receber a lei da parte de Deus. A demora de Moisés despertou no povo o desejo de promover uma festa a Deus. Arão foi consultado e, depois de concordar, ele próprio coletou os objetos de ouro e fabricou um bezerro com esse material, O texto bíblico diz o seguinte:
“Ele os tomou das suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, apregoando, disse: Amanhã será festa ao Senhor” (Êx 32.4-5).
Qual foi o resultado dessa festa idólatra ao Senhor? Deus os puniu severamente: “Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças. acendeu-se-lhe a ira, e arremessou das mãos as tábuas, e as quebrou ao pé do monte. Então tomou o bezerro que tinham feito, e o queimou no fogo, moendo-o até que se tomou em pó, e o espargiu sobre a água, e deu-o a beber aos filhos de Israel.
O teor religioso das festas juninas não passa de um ato idólatra quando se presta culto a Santo Antônio, São João e São Pedro.
Como crentes, devemos adorar somente a Deus: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mt 4.10). Assim, nossos lábios devem louvar tão-somente o Senhor Deus: “Portanto, ofereçamos sempre por meio dele a Deus sacrifício de louvor, que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15). O texto de Apocalipse 7.9 é um bom exemplo do que estamos falando: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas com palmas nas suas mãos. E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro”.
É possível imaginar um cristão cantando louvores a São João Batista? O cântico seria mais ou menos assim:
“Onde está o Batista?”.
Ele não está na igreja,
Anda de mastro em mastro,
A ver quem o festeja”.
Lembramos a atitude de Paulo e Barnabé diante de um ato de adoração que certos homens quiseram prestar a eles: “E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens, e desceram até nós. E chamavam Júpiter a Bamabé, e Mercúrio a Paulo; porque este era o que falava. E o sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para a entrada da porta touros e grinaldas, queria com a multidão sacrificar-lhes. Porém, ouvindo isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando, e dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, Sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há” (At 14.11-15).
Os Santos não Podem Ajudar
Normalmente, as pessoas que participam das festas juninas querem tributar louvores a seus patronos como gratidão pelos benefícios recebidos. Admitem que foram atendidas por Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Crêem também que esses santos podem interceder por elas junto a Deus. Entretanto, os santos não podem fazer nada pelos vivos. Pedro e João, como servos de Deus obedientes que foram, estão no céu, conscientes da felicidade que lá os cercam (Lc 23.43; 2Co 5.6-8; Fp 1,21-23). Não estão ouvindo, de forma nenhuma, os pedidos das pessoas que os cultuam aqui na terra. O único intercessor eficaz junto a Deus é Jesus Cristo. Diz a Bíblia: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (um 2.5).
E mais:
“É Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os monos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34).
“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, ternos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos. mas também pelos de todo o mundo” (lJo 2.1-2).
Foi o próprio Senhor Jesus quem nos disse que deveríamos orar ao Pai em seu nome para que pudéssemos alcançar respostas aos nossos pedidos: “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome eu o farei”(Jo 14.13-14).
Quanto ao teor religioso das festas juninas, podemos declarar as palavras de Deus ditas por meio do profeta:
“Odeio, desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me exalarão bom cheiro” (Arn 5.21).
Como seguidores de Cristo, suplicamos, diante desta delicada exposição, que Deus nos conceda sabedoria para que consigamos proceder de uma maneira que o agrade em todas as circunstâncias, pois: “toda ação de nossa vida toca alguma corda que vibrará na eternidade” (E. H. Chapin).
Algo em Que se Pensar
O Brasil é um dos maiores paises agrícola do mundo. Até conhecemos aquela frase elogiando as terras brasileiras: nas quais, "... em se plantando tudo dá". No entanto (pasmem), o governo está importando (isto é, comprando) de outros países arroz, feijão, trigo, café, cacau etc. Era para estarmos exportando, vendendo, aumentando o capital, e não comprando, pois temos terras de excelente qualidade. Um dos problemas da falta de produção agrícola é a desvalorização do "homem do campo". Sabemos que existe um êxodo rural muito grande, 80% da população brasileira vive nas cidades e somente 20 % vivem no campo. Não estaria as festas juninas contribuindo para formar uma imagem negativa de nosso povo da zona rural? Não é exagerado o ponto de vista em que sugere que a imagem do homem do campo por vezes é humilhada nas festas juninas.
Veja: qual criança se espelharia no típico caipira das quadrilhas de festas juninas? Quais delas diria: "quando crescer quero ser um caipira, ou homem do campo, com as roupas remendadas"? As crianças querem ser médicos, professoras, atrizes, pois estes não são humilhados nas festas juninas. As Festas Juninas inconscientemente ou não, servem mais para humilhar as pessoas do campo do que para honrá-las como pretendem; o caipira, quando não é banguela, é desdentado, seu andar é torto, corcunda por causa da enxada, a botina é furada, suas roupas são rasgadas e remendadas, uma alusão ao espantalho, um pobre coitado! - pois talvez seja assim que os grandes latifundiários vêem o caipira, e essa visão é reproduzida por nossas crianças nas escolas. Poderia isto ser chamado de FOLCLORE e CULTURA?
A Bíblia diz categoricamente que "o que escarnece (humilha) do pobre insulta ao que o criou" (Pv. 17:5). Disso decorrem problemas urbanos graves como o favelamento e os menores abandonados, pois como os "caipiras" não conseguem sobreviver no campo, pensam que na cidade encontrarão trabalho. A esse processo dá-se o nome de "Êxodo Rural". E o nosso país agrícola é desmatado, onde só se planta pasto para boi gordo, e expulsa o homem do campo.
Motivos para não Participar de Festas Juninas
Diante de tudo o que foi dito acima daremos uma recapitulação expondo o "porquê" de não participarmos de festas juninas. Vejamos então:
Plágio do Paganismo - Como vimos, as bases das festas juninas estão fincadas nas práticas das festividades pagãs, onde os pagãos na mesma data ofereciam seus louvores e suas festas em honra daqueles deuses. Eram as festas pelas colheitas. As festas juninas usurpou isto dos gentios, com apenas o detalhe de transvestir tais festas com roupagem cristã. No entanto, quando Deus introduziu o povo de Israel na terra prometida adverti-os severamente para que não usassem esse tipo de costume, diz Ele: "Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos." [Deut. 18:9]. Independentemente das intenções, fossem elas boas ou não, o plágio fora terminantemente proibido por Deus.
Os Santos não Intercedem - É notório que estas festividades são para homenagear os três santos. Nestas datas as pessoas invocam sua proteção através de missas e fazem promessas e pedidos confiando em sua suposta intercessão. Não obstante, temos razões bíblicos em abundancia para rejeitarmos estas mediações que os devotos tanto acreditam. A Bíblia nos diz que existe um só mediador entre Deus e os homens: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem," [I Tm. 2:5]. Este verso exclui todos os demais mediadores forjados pela mente humana. Se temos que pedir alguma coisa a alguém, esse alguém tem de ser Jesus Cristo, veja o que Ele mesmo diz: "...e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei." [João 14:13,14]. Em toda a Bíblia não se encontra nenhum incentivo para fazermos nossos pedidos, promessas e votos a terceiros.
Os Santos não Escutam Orações - Um devoto junino acredita piamente que seus "santos" ouvem suas petições por ocasião destas festividades natalícias ou fora delas, mesmo sabendo que estas personagens já morreram há séculos! Mais uma vez a Bíblia rejeita este conceito por declarar a posição correta dos mortos em relação aos vivos: "Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento.
6 Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol." [Eclesiastes 9:5,6]. Veja que o verso nos diz que os que já morreram não sabem coisa nenhuma do que acontece aqui em nosso mundo, na terra (debaixo do sol). é claro que há consciência onde eles estão, mas aqui em nosso mundo eles não podem ajudar ou atrapalhar ninguém.
Invocação de Espíritos dos Mortos - Como já vimos, há uma crença em que o espírito de São João possa ser despertado por ocasião da soltura de foguetes, afim de vir participar daquela festividade em sua homenagem. Folclore ou não, isto reflete de modo perfeito a crença católica da invocação dos santos. é claro que se o santo já morreu, o que é invocado é o espírito dele, e isto bate de frente com a advertencia bíblica a respeito da consulta aos mortos. Vejamos: "Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos?" [Isaías 8:19]. E mais: "Não se achará no meio de ti nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti." [Deut. 18:9,-12]. No fundo a prática de invocar o espírito dos santos nada mais é do que uma prática espírita e como tal, é reprovada por Deus.
Outro Espírito Recebe em Lugar do Santo - Como ficou demonstrado biblicamente os espíritos dos santos não sabem de nada do que acontece em nosso mundo, portanto não podem interceder por ninguém. Já que eles são neutros nisso tudo, para quem vai então às honras e os louvores destas festividades afinal? O apostolo Paulo estava ensinando quase a mesma coisa aos cristãos de Corinto quando disse: "Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios." Um pouco antes, ele acabara de dizer que o ídolo nada é ( 8:4 ), ou seja, quando os gentios sacrificavam suas oferendas e suas festividades a tais deuses, eles na verdade estavam sacrificando aos demônios (que eram os únicos a receberem tais oferendas), pois o ídolo nada é. Não estaria acontecendo algo similar nas festas juninas? Quando um devoto oferece sua colheita, suas oferendas e festividades a tais santos que segundo a Bíblia, não pode interceder e saber o que está acontecendo, quem então as recebe? Ou então, quando o pedido é atendido, quem concede estas "graças" às pessoas nas festas juninas? De uma coisa temos certeza: dos santos é que não são!
Comidas e Imagens - Por último temos duas práticas rejeitadas pela Palavra de Deus. As comidas que são oferecidas nas festas juninas por vezes são benzidas e oferecidas ao santo que nada mais é do que um ídolo, pois a ele se fazem orações, carregam sua imagem em procissões, beijam-na, prostram-se diante dela etc. Como exemplo, temos o famoso pãozinho de Santo Antonio! Entretanto, a Bíblia diz: "Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos...não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa de demônios." [Atos 15:29 ; I Co. 10:21]. Quanto às imagens dedicadas aos santos, elas são proibidas pela Bíblia nos seguintes termos: "Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás diante delas, nem as servirás;" [Deut. 5:8,9]. Estes são resumidamente alguns poucos motivos, para todo cristão genuíno não participar de tais festividades.
Conclusão
Pare e pense: como vimos, todas as práticas encontradas nas festas juninas são rejeitadas pela Palavra de Deus. Será que Deus se agradaria de tais festividades, quando sabemos que elas desobedecem explicitamente o que Ele ordenou em sua santa Palavra? Será que os católicos realmente estão honrando a Deus com isso? Pense novamente: Se Deus rejeitou as festas de Israel que eram dedicadas somente a Ele [Amós 5:21-23] , mas que haviam sido mescladas com elementos dos cultos pagãos dos países vizinhos, não rejeitaria com mais veemência ainda as ditas festas "cristã" dedicada aos santos?
Matéria compilada e adaptada pela equipe editorial do CACP.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Família : Projeto de Deus
SE A FAMILIA É UM PROJETO DE DEUS. SE A FAMILIA E TÃO IMPORTANTE PARA NÓS E PARA A SOCIEDADE (ESTADO). PORQUE TEMOS TANTOS PROBLEMAS FAMILIARES E PORQUE TANTAS FAMILIAS ESTÃO DISTRUÍDAS, SEPARADAS OU TEM POUCA QUALIDADE EM SEUS RELACIONAMENTOS ?
CREIO QUE A RESPOSTA PARA ISTO ESTÁ NA VISÃO HUMANA.
O
PRINCIPAL PROBLEMA DO HOMEM É OLHAR PARA A
FAMÍLIA COMO UM PROJETO SIMPLESMENTE PESSOAL.
MAS FAMÍLIA É MUITO MAIS QUE ISSO, É UM PROJETO DE DEUS.
para aplicarmos em nossos relacionamentos familiares.
Para
Deus a FAMILIA É: UM INSTRUMENTO DE SUA GRAÇA E GLORIA; e
UM MEIO DE ABENÇOAR SEUS FILHOS E A SOCIEDADE
- O lar representa um potencial ilimitado para glória de Deus.
- A família é um centro da providência e cuidado de Deus.
- Na vida familiar devemos exercitar nossa submissão a vontade de Deus e
provar a sua benção.
Todos estes aspectos se experimentam na vida pessoal e relacional da família,
por isso ela é um projeto de Deus.
Ao dizermos que A Família É Um Projeto significa que é Deus tem um plano para ela. Que ela é um empreendimento de Deus, isto é, uma proposta de concretização de
um propósito ou meta dentro de determinadas condições e princípios específicos. Num projeto temos um programa e ações que devemos seguir.
A Bíblia nos aponta alguns desses planos e ações, como por exemplo:
- Na família os pais devem difundir os princípios divinos Dt 6 1a 6.
- O casamento é o núcleo familiar. A família surge por ele, se desenvolve por sua saúde (eficiência) e é bênção pela reprodução de seu modelo - Gn 1.26, 27; Ef 5.25-30 e 6. 1a3).
Há vários exemplos disto no VT – Josué foi um patriarca que conduziu sua família no serviço ao Senhor; Ana adorou a Deus por seu filho Samuel, e o dedicou ao Senhor. O Rei Josias tomou como modelo de rei seu bisavó Davi e abençoou seu povo, sendo o maior rei que Israel já teve (2 Rr 22 a 24).
O VT demonstra a bênção da família, e Deus usa dela como meio de difusão de sua graça através de Abraão (Gn 12.1 a 3).
Os Evangelhos (Mt 19.35 etc) e as Cartas do NT mostram o valor da
família, nos exortando a várias atitudes e nos dando vários mandamentos conjugais e familiares.
- Por sua importância, a família foi atacada por Satanás no Éden, e continua a ser atacada em nossos dias. Pois o Diabo sabe que por uma família que serve ao Senhor, Deus é glorificado e o caráter e princípios de Deus são difundidos na sociedade. Deu mostrou a importância da família usando uma como meio de habitação entre nós.
Dentro dessas perspectivas bíblicas o Salmo 127 e 128 nos ensinam muito sobre a família.
Os salmos 127 e 128 fazem parte do grupo de salmos chamados de Salmos de
Romagem ou dos Degraus (Sl 120 a 134). Estes salmos receberam este nome porque eram recitados ou cantados quando da peregrinação para Jerusalém ou quando da subida dos 15 degraus do templo, recitando-se um em cada degrau..
Mas estes salmos não eram apenas para recitação mas também eram uma mensagem ou exortação de Deus para seu povo. Uma mensagem para o povo de Israel atentar quando fossem recomeçar ou reestruturar suas vidas e famílias após a escravidão na Babilônia. E por isso servem para a condução de nossas vidas familiares no presente, quando estamos diante de tantas pressões e precisamos estruturar, desenvolver, reestruturar, e as vezes até reconstruir nossa famílias.
Por esta função de exortação, de ensino os SALMOS 127 e 128 são também classificados como SALMOS DE SABEDORIA, pois nos convidam ou exortam a REFLEXÃO. E para nossa reflexão sobre a família como projeto de Deus, gostaria que pensássemos nas seguintes questões ou perguntas:
- Como podemos tornar real ou prático este projeto de Deus?
- Como a família
pode ser uma bênção para nós e para a sociedade?
- Como a família pode ser um instrumento da graça e glória de Deus?
Façamos nossa PRIMEIRA REFLEXÃO de - Como podemos efetivar ou tornar real este projeto de Deus? Como executa-lo adequadamente?
Podemos executar de modo bíblico este empreendimento de Deus VIVENDO NOSSA VIDA FAMILIAR TOTALMENTE NA DEPENDÊNCIA DE DEUS.
Pois a ação e esforço humana sem Deus é inútil. Mas a submissão a Deus produz desenvolvimento, segurança e sustento familiar e social – v.1 e 2.
O salmo 127 deixa claro que Deus se interessa em cuidar e abençoar a família. Mas para isso precisamos nos submeter a sua ação e vontade..
Muitas vezes fazemos nossos planos para o casamento e a família. Criamos nossas expectativas mas não consultamos, ou não ouvimos a Deus, ou então, pedimos Sua a bênção mas não o incluímos em nossas ações.
As vezes queremos edificar nosso lar mas construímos nossos próprios princípios. Adotamos modelos do mundo, ou modelos trazidos da tradição familiar – meu pais, meus avós viveram assim.
Outras vezes planejamos formar uma família e acreditamos que a obrigação de mantê-la só depende de nós. E temos que nos esforçar como pudermos para dar o melhor, em geral, numa visão material. E, então, ou mergulhamos em nossa auto-confiança ou na insegurança de ter que oferecer mais do que podemos ou conseguimos. Esquecemos que este é um projeto de Deus, para sua glória e portanto não depende só de nós.
Se foi Deus que permitiu o exílio. Se foi Deus que libertou o povo e o trouxe de volta. Era necessário entender que Ele também iria conduzir tudo.
É isso que precisamos aprender. Tudo está debaixo do governo de
Deus. A família é um projeto dele, portanto depende Dele, nos somos apenas os condutores e executores deste projeto.
Neste empreendimento, há algo que precisamos aprender com nossa dependência e submissão. Deus quer usar a famílias para o desenvolvimento, segurança e sustento de nosso de nossas vidas e de nossos filhos.
A família dependente de Deus, Ele está dizendo que não estamos sozinhos, mas precisamos nos submeter ao Senhor deste projeto de bênção e glória. Daí as expressões:
“Se o Senhor não edificar” em vão é nosso trabalho, “se o Senhor não guardar” não há segurança, “Se o Senhor não nos conceder” inútil é nosso esforço em busca de sustento e frutos.
Mas temos, ainda, UMA SEGUNDA REFLEXÃO de - Como ´nossa família pode ser uma bênção para nós e para a sociedade?
-
PELA NOSSA REVERÊNCIA e OBEDIÊNCIA A DEUS.
Se a família é um projeto de Deus para torná-lo real, para efetivá-lo não só devemos viver na dependência de Deus, mas também devemos adora-lo e respeita-lo como Senhor todo poderoso e devemos obedecer todos seus princípios.
Devemos acreditar que ele protege nosso lar. Que ele cuida e sustenta nossa
família. Mas devemos também “TEMER AO SENHOR E ANDAR NOS SEUS CAMINHOS”.
ESTE É O PLANO DE DEUS PARA NÓS E NOSSA FAMÍLIA, UMA VIDA DEBAIXO DA SUA GRAÇA PROVIDENTE E UMA VIDA DE ADORAÇÃO E SANTIDADE. E isto que significa para nós viver em dependência e temor, andando no caminho de Deus.
E isto é muito mais que pura teologia e vida cristão prática. Isto é vida pessoal e familiar abundante e bíblica. Este é o projeto de Deus para nós.
Por isso viver em e para a família depende de submissão e obediência a Deus. Mas jamais faremos isto se não tivermos o devido respeito e reverência a Deus. Por isso o Salmo 128 declara de modo direto “Bem aventurado o homem que teme ao Senhor”, e desta forma completa a idéia do Salmo 127, pois desenvolvimento, segurança e sustento familiar é a bem aventurança de quem tem uma família dentro dos princípios de dependência, reverência e obediência a Deus.
O Salmo 128.1 nos exorta para o segredo do sucesso deste empreendimento que é a família – Temer (adorar, com respeito e reverência a Deus) e Andar nos caminhos do Senhor (se submeter a sua direção e obedecer sues mandamentos).
Daí o resultado dos versos 2 a 5 do Salmo 128 e verso 3 a 5 do Salmo 127.
É o que o Salmo nos quer dizer com “Bem aventurado o homem que teme ao Senhor e anda nos seu caminho”, e o Salmo 127 com dependência e submissão. E por isso:
- Falam de sustento – do trabalho de tuas mãos comerás;
- Falam de desenvolvimento familiar – sua mulher e filhos serão bênção.
Serão frutíferos, produtivos e de grande
valor como os frutos da oliveira.
- Falam de Segurança – pois não estará só nas dificuldades mas terá o
Apoio de sues filhos.
- Falam de benção na igreja e na sociedade – pois seremos benção em
Sião e veremos a prosperidade de Jerusalém.
E assim, finalmente podemos responder a pergunta - Como a família pode
ser uma bênção para nós e para a sociedade?
Através de nosso plena reverência e total submissão a vontade a Deus. A resposta é simples a consciência e prática é que são complexa. Dependem de todo nosso esforço e dedicação na execução das diretrizes deste projeto de Deus – a família.
Podemos por em prática isto quando entendermos que antes de ser nosso projeto a família é um projeto de Deus. E por isso devemos ao Senhor nosso Deus, em nossa vida familiar, todo respeito, obediência e submissão.
Precisamos entender que respeitar a Deus e obedecê-lo como bons MARIDOS E PAIS::
- É “amar nossa esposa como nossa própria carne “;
- É “não provocar nossos filhos a ira e criá-los na admoestação (orientação) do
Senhor”;
- É “administrar bem a nossa casa”, nos dedicando a sermos homens de “uma só mulher”, e
- de cumprirmos o grande projeto de sermos a “imagem e semelhança de Deus”, santificados e, portanto, um modelo para nossos filhos- sendo assim, capazes de lançar nossas flexas no alvo, como faz um verdadeiro guerreiro.
Que podemos ter boas ESPOSAS que reverenciam e se submetem a Deus:
- quando “que auxiliam seus maridos, respeitando-os”
- quando alegram e dão força a seu lar como videiras,
- quando fortalecem os lares aconselhando as mais jovens;
- Quando bem do seu lar.
Podemos ver a benção de Deus quando por respeito e obediência maridos e esposas santas santificam seus cônjuges e seu lar, com suas boas condutas;
.
Poderemos ser filhos que se submetem a Deus e o respeitam
- quando somos filhos que honram seus pais;
- filhos que apóiam os pais quando as questões, lutas e dificuldades da vida baterem à porta de seus pais.
- quando somo Filhos que seguem os passos de seus pais e/ou avós que serviram ao senhor temendo, se submetendo e obedecendo a Deus
CONCLUSÃO
Quando tudo isso for entendido e executado por nós poderemos responder a
terceira questão de - COMO A FAMÍLIA PODE SER UM INSTRUMENTO DA GRAÇA E GLÓRIA DE DEUS?
Sendo uma família de maridos, esposas, pais e filhos que vivem na dependência de Deus, adorando e reverenciando com suas vidas de profunda obediência.
E creio que este é o projeto de Deus, pois para isto ele chamou Abraão, para através dele e sua família (descendência) “serem benditas todas as famílias da terra”, e como filhos de Deus, como filhos da promessa este é o projeto de Deus para nós e para nossa família.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
SALVAÇÃO PELA FÉ
Texto: Lucas 18.18 – 25
Tema: Como receber a salvação e a vida eterna?
Introdução: Muitasessoas, se morressem agora, não poderiam dizer com certeza que têm a vida etep rna. Será que você poderia afirmar isto com certeza? Mas nós podemos saber, e afirmar com certeza, que temos a vida eterna. Vejamos como é possível saber, pela Bíblia, que temos a salvação e a vida eterna.
. A graça de Deus trouxe salvação para todos; Tt. 2.11
a) A vida eterna é um presente de Deus, Rm. 6.23
b) Não é merecida nem conquistada, Ef. 2.8,9. Mas,
. O homem é pecador e não tem mérito algum; Rm. 3.23
a) Com três pecados por dia está longe da perfeição; Mt. 5.48.
b) Pensamentos, palavras, e obras.
c) Não pode salvar-se a si mesmo; Mt. 19.25,26.
É como fazer uma omolete de 4 ovos bons e 1 estragado. Um só pecado estraga tudo o que seja bom. Porém,
. Deus é misericordioso e não quer condenar o homem.a) Deus não tem prazer na morte do ímpio; Ez. 18.32.
b) Todavia, Ele é justo e tem de condenar o pecado;
c) Por isso, veio Jesus para tirar o pecado do mundo; João 1.19.
. Cristo foi enviado para sofrer pelos pecadores.
a) Ele é o infinito Deus-Homem, sem pecado; Jo. 1.14.
b) O livro do registo de Deus foi levado por Cristo à cruz.
c) Ele confirmou: Está consumado. No grego “tetelestai” significa:
“Paguei completamente a tua dívida”. O que está pago já não é dívida.
. A fé é a chave para a vida eterna e para o céu.
a) Não é mero conhecimento intelectual; Tg. 2.9
b) É confiança plena no sacrifício de Cristo; At. 16.31
Conclusão
A graça de Deus manifestou-se em Cristo trazendo salvação para todos.
Porém, é necessário reconhecer o pecado e aceitar a oferta do perdão de Deus pela fé em Jesus Cristo, como Senhor e Salvador da sua vida.
Quer agora fazer isto?
quinta-feira, 3 de junho de 2010
EM QUEM VOTAR PRA PRESIDENTE?
Espero em Deus que você querido eleitor cristão,reflita bastante antes de ir a sua zona eleitoral e saiba que os outros dois principais candidatos,um se diz católico não praticante e a outra é atéia convicta e assumida.
Portanto servo e serva do Deus vivo,está em tuas mãos a decisão de colocar uma cristã evangélica para presidir a nossa nação.Afinal de contas pra que o Brasil seja do SENHOR JESUS,seu dirigente maior obrigatoriamente tem que ser um representante do seu povo.